
“…Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada”.
(Fragmento de “No caminho, com Maiakovski”, poema de Eduardo Alves da Costa, lido pelo advogado do Sindpd-PR, André Passos, na Assembleia Geral dos Trabalhadores da Celepar de 30 de maio de 2012).

Data base
Trabalhadores da Celepar rejeitam proposta da empresa
Cerca de 700 trabalhadores foram à assembleia e disseram para a direção da Celepar que “Respeito Não Tem Preço”, mote da campanha do SINDPD-PR.
Curitiba, PR (31/05/2012) – Depois de atropelar as negociações salariais, de desmerecer a entidade sindical que representa esses profissionais e de ignorar por completo a pauta de reivindicações construída pelos trabalhadores, a direção da Celepar – Companhia de Informática do Paraná – viu aproximadamente 700 trabalhadores erguerem seus braços para rejeitar a contraproposta da empresa em assembleia na tarde desta quarta-feira (30). Com a decisão, os trabalhadores demonstraram para a direção da estatal paranaense que concordam e assumem o mote da campanha promovida pelo Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) que diz que “Respeito Não Tem Preço”.
Precisamos, agora, começar de fato a negociação salarial. Sentar na mesa e debater em pé de igualdade a pauta de reivindicações dos trabalhadores, coisa que foi atropelada pela tentativa da empresa de enfraquecer a representação sindical.

Pauta
Depois de algumas reuniões entre representantes da empresa e a direção do SINDPD-PR, a Celepar impôs uma proposta de reajuste de 8%, contra os 20% reivindicados pelos trabalhadores, além de um conjunto de medidas que mascaram perdas de direitos adquiridos e de conquistas históricas. Nessas reuniões, a empresa ignorou completamente a pauta de reivindicação aprovada pelos trabalhadores em assembleia e tentou passar por cima do sindicato, fazendo pressão direta sobre os funcionários.

Além de reduzir de quatro para dois o número de dirigentes sindicais liberados, a Celepar quer excluir do acordo trabalhista a representação de área. Essa medida limita a atuação dos dirigentes sindicais e não condiz com o crescimento da empresa. Quando a Celepar tinha 400 trabalhadores, havia três diretores liberados. Agora, com 1.200 profissionais, ela quer reduzir a representação para apenas dois.
Para se contrapor à argumentação do SINDPD-PR, a empresa ainda tentou, antes da assembleia, convencer os trabalhadores a votarem em sua proposta, voltando atrás na retirada de uma das cláusulas que mais provocou reação entre eles, a que propunha limitar a 12 meses a complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. A estratégia também não foi suficiente para impedir a rejeição da proposta da Celepar.
Respeito Não Tem Preço
O advogado do sindicato, André Passos, demonstrou aos trabalhadores que a proposta da empresa além de muito ruim do ponto de vista das cláusulas econômicas e sociais, abre as portas para um caminho sem volta de perdas e de péssimas condições de trabalho. Após ler um trecho do poema “No caminho, com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa, Passos situou a negociação atual no modelo administrativo do governo Beto Richa (PSDB), e no processo gradativo de sucateamento e de enxugamento da empresa, visando a transferência dos serviços que a Celepar presta para a iniciativa privada – a privatização. O advogado dos trabalhadores também deixou bastante claro a situação injusta em que eles se encontram. “Os servidores da Celepar são concursados, possuem curso de nível superior no seu currículo, estudaram e se dedicaram muito para ingressar na empresa. É muito injusto, agora, se verem ameaçados de demissão sumária, sem justa causa, por pessoas que não tiverem a mesma formação, mas que ocupam cargos de chefia e no alto escalão da empresa por simples indicação política”, disse Passos. Ele se referiu às demissões arbitrárias denunciadas pelo sindicato no início do ano.
Trabalhadores da Celepar rejeitam proposta da empresa
“…Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada”.
(Fragmento de “No caminho, com Maiakovski”, poema de Eduardo Alves da Costa, lido pelo advogado do Sindpd-PR, André Passos, na Assembleia Geral dos Trabalhadores da Celepar de 30 de maio de 2012).
Data base
Trabalhadores da Celepar rejeitam proposta da empresa
Cerca de 700 trabalhadores foram à assembleia e disseram para a direção da Celepar que “Respeito Não Tem Preço”, mote da campanha do SINDPD-PR.
Curitiba, PR (31/05/2012) – Depois de atropelar as negociações salariais, de desmerecer a entidade sindical que representa esses profissionais e de ignorar por completo a pauta de reivindicações construída pelos trabalhadores, a direção da Celepar – Companhia de Informática do Paraná – viu aproximadamente 700 trabalhadores erguerem seus braços para rejeitar a contraproposta da empresa em assembleia na tarde desta quarta-feira (30). Com a decisão, os trabalhadores demonstraram para a direção da estatal paranaense que concordam e assumem o mote da campanha promovida pelo Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) que diz que “Respeito Não Tem Preço”.
Precisamos, agora, começar de fato a negociação salarial. Sentar na mesa e debater em pé de igualdade a pauta de reivindicações dos trabalhadores, coisa que foi atropelada pela tentativa da empresa de enfraquecer a representação sindical.
Pauta
Depois de algumas reuniões entre representantes da empresa e a direção do SINDPD-PR, a Celepar impôs uma proposta de reajuste de 8%, contra os 20% reivindicados pelos trabalhadores, além de um conjunto de medidas que mascaram perdas de direitos adquiridos e de conquistas históricas. Nessas reuniões, a empresa ignorou completamente a pauta de reivindicação aprovada pelos trabalhadores em assembleia e tentou passar por cima do sindicato, fazendo pressão direta sobre os funcionários.
Além de reduzir de quatro para dois o número de dirigentes sindicais liberados, a Celepar quer excluir do acordo trabalhista a representação de área. Essa medida limita a atuação dos dirigentes sindicais e não condiz com o crescimento da empresa. Quando a Celepar tinha 400 trabalhadores, havia três diretores liberados. Agora, com 1.200 profissionais, ela quer reduzir a representação para apenas dois.
Para se contrapor à argumentação do SINDPD-PR, a empresa ainda tentou, antes da assembleia, convencer os trabalhadores a votarem em sua proposta, voltando atrás na retirada de uma das cláusulas que mais provocou reação entre eles, a que propunha limitar a 12 meses a complementação do auxílio doença e acidente de trabalho. A estratégia também não foi suficiente para impedir a rejeição da proposta da Celepar.
Respeito Não Tem Preço
O advogado do sindicato, André Passos, demonstrou aos trabalhadores que a proposta da empresa além de muito ruim do ponto de vista das cláusulas econômicas e sociais, abre as portas para um caminho sem volta de perdas e de péssimas condições de trabalho. Após ler um trecho do poema “No caminho, com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa, Passos situou a negociação atual no modelo administrativo do governo Beto Richa (PSDB), e no processo gradativo de sucateamento e de enxugamento da empresa, visando a transferência dos serviços que a Celepar presta para a iniciativa privada – a privatização. O advogado dos trabalhadores também deixou bastante claro a situação injusta em que eles se encontram. “Os servidores da Celepar são concursados, possuem curso de nível superior no seu currículo, estudaram e se dedicaram muito para ingressar na empresa. É muito injusto, agora, se verem ameaçados de demissão sumária, sem justa causa, por pessoas que não tiverem a mesma formação, mas que ocupam cargos de chefia e no alto escalão da empresa por simples indicação política”, disse Passos. Ele se referiu às demissões arbitrárias denunciadas pelo sindicato no início do ano.