Recentemente, não há uma sessão aberta na Assembleia Legislativa do Paraná sem que o seu presidente, deputado Valdir Rossoni (PSDB), gaste alguns minutos para justificar as trapalhadas e denúncias estampadas na imprensa. Desde a descoberta do supersalário do seu ex-diretor administrativo, da mãe-fantasma e, agora, dos 13 outros registros de assombração, lotados no gabinete de Rossoni entre 2003 e 2010, como o da suspeita que recai sobre o seu diretor-financeiro e jogador profissional de poker (piada pronta!), Sérgio Brun, a filha e o genro de Rossoni, o deputado tucano vive gastando o verbo em explicações.
A da abertura da sessão de hoje é que os 13 fantasmas sob sua guarda vieram à tona por conta de denúncia anônima feita junto ao Ministério Público. E disse ainda que acusado não é culpado. Isso só vale para ele, óbvio! Rossoni também criticou o fato de uma investigação tida como sigilosa no MP tenha ido parar na imprensa, mais especificamente nas manchetes da Gazeta do Povo. Foi mal, deputado. Esperava o quê? Com os outros, pode? O presidente da Assembleia passou o fim de semana se divertindo em provocar desafetos, como o senador Roberto Requião (PMDB), e começa a semana de cabeça inchada. Nesse bailão do “gringo doido” da política do Paraná, o povo ainda espera ansiosamente pelo seu direito de rir por último.
EM TEMPO: Rossoni se mostrou na sessão mordido com o fato de o Ministério Público “ter vazado” para a imprensa informações sobre a investigação das tais “denúncias anônimas” que envolvem ele, sua família e a família dos seus assessores. E o mais grave: especulou se isso não se dava ao fato de o procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, ser irmão de um ex-diretor Legislativo da ALEP, Severo Sotto Maior, demitido por Rossoni. Essa acusação é grave, gravíssima… merecedora de um status de “desacato à autoridade” até. Quando o MP noticiou as investigações sobre Bibinho e uma série de funcionários da ALEP, teve gente que chegou a ser escoltada de casa até o Gaeco, sob convite para ir prestar depoimento, como aconteceu com um funcionário da gráfica da ALEP. Por enquanto, os “investigados” de Rossoni não tiveram o mesmo tratamento. Então, melhor é ficar pianinho!
Veja as notícias da Gazeta do Povo sobre as assombrações no gabinete de Valdir Rossoni.
MP investiga suspeita de que Alep teve quase mil fantasmas
13 servidores de Rossoni são investigados
Deputados e funcionários envolvidos negam suspeita
Diretor recém-nomeado recebeu acima do teto




Um comentário
Simplesmente uma vergonha!!! O que diria Sr. José Richa a o ver seu filho em tão má companhia…Eu ein!!!
Alquimista, moralista de cueca esta é a verdade, muito me admira que Beto tenha dado moral ao Valdir Rossoni e fez com que hoje ele não tenha oposição, Ave Maria!!! Se isso pode-se chamar de um ninho… oooooo se pode! mas não ninho Tucano e sim ninho de COBRAS…