
Na posição mais confortável do debate, Dilma tinha mais do que o que dizer... Tinha realizações para mostrar!
Todos os veículos já repercutem o primeiro debate entre os presidenciáveis da TV brasileira, que foi promovido pela Band ontem à noite. Todas as conclusões podem ser tiradas e todos os lados podem induzir avaliações sobre quem ganhou e quem perdeu nessa arena político-eleitoral. Havia uma candidata de situação, orgânica ao governo do Presidente Lula e responsável pela coordenação dos principais programas dessa gestão. Mais do que o que dizer, tinha o que apresentar de resultados concretos. Estava na posição mais confortável de todos, até mais que os nanicos e ex-petistas, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) e o franco atirador Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).
Havia também, no outro lado do ringue, um candidato que refletia a patética oposição ao governo do PT, aquela que bate de forma inconsistente, sem querer apunhalar muito, afinal, tem de pegar alguma carona na popularidade e no sucesso do Presidente Lula. Aliás, o pior cenário possível para ele seria adotar um discurso que fosse “de encontro” ao governo do Lula. Posicionou-se no debate confuso, desmemoriado e sem lastro das informações prestadas. Como no caso da definição de chacrinha de fim de semana como sendo uma propriedade de 80 hectares, quando em pouquíssimas regiões brasileiras a agricultura familiar atingiria essa marca. Para fins de crédito rural (Pronaf) na região Sul, com base no cálculo do módulo fiscal, e para enquadramento nas regras do Código Florestal, válidas em todo o território nacional, é considerado como regime de economia familiar o trabalho realizado por uma família de agricultores com propriedade de até 50 ha. Tanto bateu na tecla da saúde, que deu margem para o candidato do PSOL chamá-lo de hipocondríaco, protagonizando assim o episódio mais animado da sabatina. Outra bola fora do Zé Pedágio, para não se alongar demais, já que a lista vai longe, foi adotar o mesmo discurso de Lula na campanha de 2002 de construir estaleiros e plataformas de petróleo aqui, para gerar emprego e renda verde-e-amarelos. Aliás, Lula cumpriu a promessa. Hoje, é uma realidade! E o privatista governo de FHC, do qual Serra foi ministro, intencionava vender a estatal do Petróleo, que passaria a chamar-se Petrobrax.
CUMA? Dito tudo isto, o resumo do debate foram as sucessivas perguntas de um Serra mais perdido que cusco em procissão: “Qual que é a pergunta mesmo”? Retrato da oposição que PSDB-DEM-PPS fizeram nesses oito anos de avanços de um governo popular e democrático. O resumo do debate é a “cara de ué” e de “cuma?” do candidato tucano. Bye-bye!

Qual que é a pergunta mesmo? Minha saúde vai de mal a pior...



2 comentários
Que lado político não se discute tudo bem, mas o que vc escreveu não reflete nem de longe o debate que EU assisti. A Dilma não conseguiu terminar uma idéia, usou palavras difíceis e quando tentou olhar para a câmera, ainda olhou para a câmera errada. Estava nervosa e ofegante, respirando errado nas falas. Perdeu várias chances de se mostrar preparada e mostrou justamente o contrário, que não tem nenhuma condição de ser presidente. O Serra, tirando o mico da chacrinha, só não foi melhor que o Plínio, que foi o único que tentou mostrar a que veio, no demais, a Marina ficou apagada (como sempre) e a Dilma, pelo amor de Deus, estourou o tempo de todas as respostas e nenhuma conlusão se chegou em nenhuma das perguntas.
Quer defender seu partido, maravilha, mas fatos são fatos e o fato é que a Dilma foi a PIOR do debate, o que reflete sua preparação, e mais que isso, mostra que só está como está nas pesquisas, pq está na sombra do Lula, porque andar com as próprias pernas, neste debate ela mostrou que não consegue.
Não concordo com suas afirmações, mas em que momento está escrito no texto acima que ela foi a melhor? Não fiz esse tipo de medição… deixei para as campanhas. Só comentei que a posição dela era a mais confortável e ponto. Mas discordo radicalmente de sua ira contra a candidata do Lula.