A pergunta que não quer calar é: quanto custou o acordo para que os tucanos abrissem mão de lançar candidaturas em oito das principais cidades do Paraná? E nas cinco maiores, apenas um vice é da legenda do PSDB. Em Curitiba e Londrina, onde Beto ganhou nas urnas em 2010, nem isso eles emplacaram. Será que a produção de quadros tucanos está em franca decadência no estado? A debandada recente do ninho é sintoma de conflito com essa negociata? Beto, no pior estilo Requião, é do tipo que não deixa ninguém crescer a sua volta (a exceção fica para cabeleira roxa do presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni)? Tudo isso junto e está bastante clara, portanto, a estratégia do acordo que elegeu Beto em 2010, que fez da bancada governista um rolo compressor da tropa de choque do governador (nada passa e tudo o que vem do outro lado da praça do poder é aprovado cegamente, até a mais indigesta e impopular medida) e – cereja do bolo – que sonha garantir a reeleição dele em 2014. No meio do caminho, os traídos e os chifrados assumidos…
Enquanto a imprensa paranaense vendia a versão de que o PT abriu mão de sua candidatura em Curitiba de olho em 2014 – esse argumento foi, inclusive, fartamente usado pelo deputado federal Ratinho Jr (PSC) na convenção que o apontou para concorrer à prefeitura de Curitiba -, passou desapercebido aos olhares sob censura prévia dos jornalistas o corte das asinhas tucanas.
Veja o quadro das alianças tucanas nas maiores cidades do Paraná e entenda o acordo político embutido para cortar e depenar os penosos:
O PT tem candidatura própria em Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Paranaguá, Apucarana, Pinhais (Luizão é quase unanimidade e disputa reeleição em coligação com 21 partidos) e Campo Largo, ou seja, em oito das 15 maiores cidades paranaenses. Já os tucanos, são apenas cinco candidatos a prefeito nessas mesmas grandes cidades e lançou sete vices de consolação.
Curitiba não dá pena!
Apertem os cintos, o piloto sumiu. Diante do desespero com a queda galopante de popularidade de Luciano Ducci (PSB), se é que algum dia ele já possuiu alguma, o governador do estado, Beto Richa (PSDB), resolveu fincar pé na Capital, gravar propaganda até por telefone e imprimir as cores tucanas na campanha do insosso candidato do grupo à reeleição. As cores tucanas são a única coisa que restou na aliança, depois que o candidato natural a vice de Luciano Ducci, o ex-rei tucano João Cláudio Derosso, foi depenado pelos escândalos recentes na Câmara Municipal de Curitiba.
EM TEMPO: Moradora do bairro Santa Cândida informa ao blog que a propaganda do prefeito já chegou na porta de sua casa. Só ela, porque a rua está esburacada e o alimentador passou atrasado, saindo gente pelo ladrão.





5 comentários
É gente, se não fizermos diferente nas urnas esse ano vai ficar complicado. Richa, Ducci, Derosso, Bueno e essa catrefa vão tentar tomar geral a cidade. Mas não podemos deixar, senão será descaso da nossa parte.
aaaa entao quer dizer que o Ducci depende do Beto pra crescer na campanha aqui em curitiba? kkkkkkkk grande carisma
e tem gente que ainda diz que o PT leva desvantagem no Paraná…da pra ver a grande vantagem do PSDB hein!
NÃO ADIANTA LIGAR , COLOCAR PROPAGANDA EM ÔNIBUS, PODEM TENTAR DE QUALQUER FORMA MAS O QUE JA É CLARO JÁ ESTÃO SEM AS PENAS , NINGUEM ACREDITA NELES MAIS
Curitiba tem dois prefeitos. E o resto do estado está abandonado. Depois não é de se estranhar q o Ducci torce pro “Curingão” e o Beto Richa pra outro time de SÃO PAULO. Estado sem governo, capital sem prefeito atuante. Fora os dois.