Ministério da Saúde e SESA desmentem Jornal da Massa

Por meio de nota oficial, as assessorias de Comunicação Social do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA) desmentiram as informações veiculadas pelo Jornal da Massa/SBT – edição de 11 de julho de 2012 -, que critica a distribuição de vacinas contra o vírus Influenza H1N1, da Gripe A, para o Paraná. Hoje cedo a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) solicitou resposta do Ministério da Saúde a respeito dessas informações veiculadas na imprensa paranaense. Confira a nota:

Sobre a reportagem veiculada no Jornal da Massa, da rede Massa, as Assessorias de Comunicação Social do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná esclarecem:

Não é verdadeira a informação de que o estado do Paraná recebeu doses de vacinas contra influenza em número insuficiente. Na Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe em 2012 o estado vacinou 89,91% da população do público alvo, acima da meta nacional de 80% sendo uma das maiores coberturas vacinais do país. Na campanha foram encaminhadas 1,825 milhão de doses para o estado.

O estado do Paraná recebeu 276.286 doses adicionais de vacina nas últimas duas semanas. Um novo lote, deverá ser enviado nos próximos dias. A distribuição aos municípios será de acordo com critérios definidos pela Secretaria Estadual de Saúde. O Paraná foi o primeiro estado a receber novas doses de vacina, fruto do remanejamento realizado pelo Ministério em consonância com a solicitação da Secretaria de Saúde.

O Ministério da Saúde vem atuando em conjunto com todos os estados da federação no monitoramento e controle de casos de gripe e tem atendido as demandas estaduais que se concentram no sul do país, devido ao inverno ser mais rigoroso.

O Ministério da Saúde orienta o tratamento imediato para os casos de gripe com o antiviral oseltamivir por ser a estratégia adequada para evitar casos graves e mortes. Essa é a recomendação Protocolo de Tratamento de Influenza, atualizado em 2011 pelo Ministério da Saúde e seguido por todas as secretarias estaduais de saúde.

Só neste ano, o Ministério da Saúde distribuiu 418,8 mil caixas de oseltamivir para os estados que concentram mais casos. Antes desta distribuição, no entanto, os estados já estavam abastecidos com o medicamento. O Paraná tem estoque suficiente para o atendimento à população e o Ministério da Saúde assegura que o Estado poderá, sempre que necessário, solicitar mais lotes do antiviral uma vez que possui estoque estratégico. No início deste mês, o Ministério da Saúde enviou ao estado do Paraná 32.400 caixas do medicamento, conhecido como tamiflu, sendo que cada tratamento contém 10 cápsulas.

A orientação do Ministério da Saúde é que o antiviral oseltavir deve ser introduzido o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, as pessoas que apresentarem a síndrome gripal. Além disso, todas as medidas de prevenção, como lavar as mãos e evitar aglomerações em locais fechados devem ser reforçadas.
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No dia 29 de junho de 2012, o Ministério da Saúde também emitiu um comunicado sobre o monitoramento dos casos e as ações realizadas. Confira a íntegra do documento:

O Ministério da Saúde informa:

O Ministério da Saúde está monitorando os casos de influenza em todo o país, desde o surgimento das primeiras notificações, inclusive, in loco, nas ocasiões em que as secretarias de estado solicitam apoio. Entre as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde estão:

1) Tendo em vista a chegada do período de inverno, onde se verifica maior número de casos de síndrome gripal, o Ministério da Saúde reforçou, por meio de nota técnica no início do mês de junho, a orientação para profissionais de saúde seguirem o novo Protocolo de Tratamento da Influenza, que foi revisado no ano passado pelo Ministério. O protocolo tem como objetivo atualizar os profissionais de saúde quanto ao tratamento dos casos de gripe, contendo a orientação sobre o acesso rápido ao antiviral oseltamivir. Entre as medidas recomendadas destacam-se:

I. Os médicos devem prescrever o antiviral oseltamivir, o mais rápido possível, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que apresentarem a síndrome gripal e integrem um dos grupos vulneráveis para complicações, como as gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas;

II. Pessoas com síndrome gripal que não pertencem a esses grupos devem receber o medicamento prontamente caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias.

2) A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde mantém equipes monitorando os casos e analisando a situação da transmissão do vírus da gripe. Uma dessas equipes foi deslocada, desde 14 de junho, para Santa Catarina, onde há o maior número de casos.

3) Na última semana, o Ministério da Saúde autorizou o envio de 51.190 caixas de medicamentos para o tratamento da gripe para os três estados da região Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul) e São Paulo, sendo que cada caixa contém 10 comprimidos, correspondentes a um tratamento completo. A ação é preventiva e visa evitar que haja desabastecimento do medicamento oseltamivir, de nome comercial Tamiflu. É importante ressaltar que nenhum dos 26 estados e Distrito Federal apresenta carência do antiviral. O Ministério da Saúde tem acompanhado os estoques junto às secretarias estaduais de Saúde e, na medida em que forem consumidos, novos lotes serão enviados. Além disso, o Ministério da Saúde mantém estoque estratégico.

4) O Ministério da Saúde autorizou ainda o envio de 1,4 milhão de doses extras da vacina para complementar o estoque dos estados para atender a população com comorbidades, como pessoas com diabetes mellitus, asma, fibrose cística e imunodeficiências congênitas. A vacinação desse grupo ocorre mediante a indicação e prescrição médica de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

5) O Ministério da Saúde reforçou parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e conselhos regionais de medicina, e também com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e, ainda, a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) para dar maior divulgação ao Protocolo de Tratamento da Influenza junto aos profissionais de saúde.

6) O Ministério da Saúde também vem divulgando sistematicamente, por meio de suas redes de comunicação direta com a população, os cuidados necessários para com a síndrome gripal, por conta da chegada do inverno, estação mais fria do ano, que teve início na última semana. Esta é a época em que as doenças respiratórias mais proliferam e se intensifica a circulação dos vários subtipos do vírus da gripe. Por isso, é importante que a população adote ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável.

É importante esclarecer ainda que:

1) O vírus da gripe A H1N1, que surgiu em 2009, no México, ainda circula no mundo inteiro, mas é pouco provável a ocorrência de epidemias, como a pandemia de 2009, quando o Brasil registrou 2.060 óbitos. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. Entretanto, continuam ocorrendo casos e pode haver surtos localizados.

2) Muitas pessoas já estão protegidas contra o vírus A H1N1, seja porque tiveram a infecção natural desde 2009 (estima-se que até 30% da população pode ter tido influenza pelo subtipo A H1N1 2009) ou porque se vacinaram na campanha de vacinação realizada pelo Ministério da Saúde em 2012. No Brasil, a campanha de vacinação contra a influenza para o inverno de 2012, recentemente realizada, atingiu cobertura acima de 80%, uma das mais altas do mundo. Desde 2010, o Ministério da Saúde vem realizando campanhas de vacinação contra influenza que protegem do vírus A H1N1 (2009).

3) O Brasil vacina todos os grupos classificados pela Organização Mundial da Saúde como sendo de maior vulnerabilidade para desenvolver a forma mais grave da doença que pode, inclusive, evoluir para o óbito. São eles: idosos a partir dos 60 anos, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes em qualquer fase da gravidez, povos indígenas e trabalhadores de saúde envolvidos na atenção a pessoas com gripe.

4) Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Os sintomas são surgimento simultâneo de febre, além de tosse ou dor na garganta e cefaleia (dor de cabeça) ou mialgia (dor nos músculos) ou artralgia (dor nas articulações).

5) É importante observar que a gripe é uma doença e pode ser grave. As pessoas com síndrome gripal devem se afastar do trabalho e do convívio social por uma semana a partir do início dos sintomas. Os parentes e pessoas de convivência próxima devem redobrar os cuidados de higiene.

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