Da assessoria do Deser
Com controle da classificação em seu poder, indústrias manipulam margem de lucro. Preços melhores hoje criam ilusão que pode levar ao aumento exagerado da área plantada na próxima safra e consequente queda dos preços.
Em plena fase de negociações para o reajuste nos preços do fumo, produtores e fumageiras divergem sobre os índices de aumento. A estiagem que castigou a safra em curso serve de balizador, mas, de um lado, enquanto os representantes dos fumicultores pensam na recuperação das perdas com base no cálculo dos custos de produção, na baixa dos preços da safra passada e defendem um aumento de 9,9%, as indústrias estão preocupadas em elevar ao máximo os seus lucros. Até o momento o maior reajuste ofertado foi de 4,8%, pela empresa Japan Tobacco International (JTI), aceito no último dia 27/01. Quanto às demais empresas do setor, as propostas de aumento apresentadas não passam de 4% de reajuste e não há nenhum protocolo firmado para acordo.
O Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser) adverte que o aumento proposto pelas indústrias fumageiras não cobrem a queda nos preços ocorrida na safra passada. De acordo com dados da própria AFUBRA – Associação dos Fumicultores do Brasil -, enquanto na safra 2009/2010 o preço médio ficou em R$ 6,35/Kg, na última safra esta média baixou para R$ 4,93/Kg.
Classificação manipulada
No ano passado, os fumicultores reclamavam da baixa classificação dos produtos pelas empresas, que controlam todo o processo e rebaixavam os ganhos dos produtores. Agora, a queixa é a manipulação da margem de lucro das fumageiras, que mesmo classificando alto os diversos tipos de fumo, fazem com que o ganho do produtor continue migrando para os cofres das empresas, visto que essa avaliação de classificação ainda passa longe da realidade. Com a classificação atual, o preço médio do fumo tem variado de R$ 5,70/Kg a R$ 7,00/Kg, o que agrada muitos produtores, mas cria uma ilusão que pode levar ao aumento da área plantada na próxima safra e consequente queda dos preços. Como a classificação é manipulada e sob o domínio das fumageiras, os produtores ficam inseguros com a possibilidade de um rebaixamento no futuro. A redução do consumo mundial de tabaco ano após ano também acende um alerta para a próxima safra agrícola.
“Nesta balança de pesos e medidas, a sobra de tabaco no mercado continuará afetando diretamente apenas uma classe: a do fumicultor brasileiro”, diz a técnica do Deser, Cleimary Zotti. “Daí a importância de se buscar alternativas de diversificação e até mesmo de substituição do cultivo de tabaco, que possam proporcionar maior autonomia e qualidade de vida aos agricultores”, completa.
Recordes de produção e exportação
Em 2010, o Brasil foi responsável pela produção de 781 mil toneladas de tabaco, que correspondem a 10,9% da oferta mundial, segundo dados da FAO, o organismo das Nações Unidas para alimentação e abastecimento. Em 2011, o país exportou 545 mil toneladas, que proporcionaram a arrecadação de US$ 2,9 bilhões, de acordo com a Secretaria de Comércio exterior (Secex) do Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Esses números conferem ao Brasil as posições de segundo maior produtor e maior exportador de tabaco no mundo desde 1995.




7 comentários
Ano a ano, abaixa o consumo de cigarros?? Credo, como esses anti tabagistas, maquiam informações. Hitler, era assim, anti tabagista e pior, vegetariano também. Para não se deixarem enganar, leiam o Estado de São Paulo, dia 22.02.2012, onde informa claramente que a industria do tabaco, lidera expansão industrial em 2011. E cresce cada vez mais. Querem ver, como essas informações dos maleficios do cigarro não fecham?
Nos presidios brasileiros, existem 500.000 presidiários. A maioria é fumante. E por ventura, existem epidemias de cancer de pulmão?? os carcereiros, morrem por fumo passivo?? Cuidado, com falsas informações. A verdade, sempre deve prevalecer, pois foi o que nossos pais nos ensinaram. Cuidado, quando anti tabagistas divulgam numero de mortes por cigarro, reflitam, estudem a fundo. Essa conta nunca fechou. Vejam Oscar Niemeyer, 104 é fumante até hoje. Esse é apenas um caso, dos milhoes, pois Niemeyer, é citado, por ser famoso. Fiquem alertas, em anti tabagistas, que querem destruir nossa economia, com o falso pretexto de saúde.
Você realmente acha enganação utilizar-se de dados oficiais como a FAO (que acompanha desde a década de 60 a produção e consumo mundial de tabaco) e da OMS e INCA (que apresentam dados oficiais referentes as mortes atreladas ao tabagismo)? Você chama as informações fornecidas por esses órgãos de falsas? e quer contrapô-las com uma reportagem de jornal, que pode ser até manipulada pela indústria do tabaco? E tem mais uma coisa… se você se informar melhor com relação a problemas de saúde (qualquer um) vai saber que há casos e casos, e pessoas que tem maior tendência de aprensetar determinada doença do que outra.. isso é absolutamente normal.. por isso muitas vezes o fumante passivo pode apresentar alguma doença tabaco relacionada, enquanto o fumante pode demorar muitos anos para apresentar qualquer sintoma. Oscar Niemeyer é só um dentre os bilhões de fumantes… as únicas certezas é que o tabagismo é um problema sério de saúde pública e merece atenção, principalmente porque o lucro da indústria do tabaco é exorbitante, às custas do trabalho árudo do fumicultor e do fumante dependente.. ambos escravos de um mesmo ciclo vicioso.
Reflita!
Minha amiga….voce ainda é do tempo da novela Selva der Pedra??? Se atualize minha filha…Inca…OMS……não tem nada de oficial. é tudo chute..é tudo estatistica.
Sugiro, minha amiga…voce contatar a Secretária Estadual de Saúde – setor tabagimos e edpideomologia…..e veja, como nunca existiu essas informações.
Leia. Processo nr. 583.00.1995.523167-5. Justiça paulista, 19 vara civel, Juiza Fernanda Gomes Camacho. Veja, como somos manipulados, por anti tabagistas. Cuidado com essa gente. Hitler era assim. Fica esperta. Não te deixa enganar.
Continuo achando que você ganha algum troco pra defender tanto assim a indústria do tabaco e rotular pessoas de anti-tabagistas! Mas tudo bem amiguinho.. não há nada que eu fale que vai te fazer mudar de idéia e o inverso também é verdadeiro… então sigamos nossos caminhos ok…
Juliê Tonin.
Por mim, podem proibir o cigarro. Não tem problema nenhum. Mas com verdade, a verdade, sempre. Nossos pais, nos ensinaram a agir assim.
E tem mais…..de 2006 a 2010, morrem 4.625 pessoas, por serem fumantes(consta na ficha, podem ter morrido por outra doenças).
Juliê…….cade as 200.000 mortes anuais por tabaco??? Poxa vida, esse numero acima, é do próprio Ministério da Saúde. Se informe.
Não podemos permitir mentiras. AS pessoas, vão continuar morrendo de cancer e outros, mesmo sem cigarro.
Além do mais, somos adultos…ninguem é inocente achando que vão terminar os fumantes.
Obrigado.
Senhores, leiam o livro “Risco e Cultura” dos cientistas Mary Douglas e Aaron Wildavsky, e vejam como todos esses maleficios do cigarro, são um tremendo exagero, exagero demais.
Deve ser por dizerem que mata tanto, que, em 1970 éramos 90 milhoes e hj somos 200 milhoes de habitante.
Deve ser poque na China, maior numero de fumantes do planeta, não tem mais espaço para tanta gente.
E não esqueçam….a justiça justamente não concede indenização para ex fumante, porque a própria medicina, forneceu laudo final e conclusivo de que não foram encontradas causas unicas e necessárias de que cigarro cause cancer.
Olho vivo..muito vivo…
Agora, dia 21/06/2012, em Brasilia, vai ocorrer a reunião da cadeia produtiva. Em pauta, todos os assuntos abordados nesse blog. Com certeza, com a divulgação dos assuntos acima, que são muito delicados, com certeza vai haver divulgação a nivel nacional. Muitas contestações podem vir, assim como podem também, vir numeros exatos sobre o assunto. O certo é que, vai chegar a um nivel, que um dos lados, vai ter que mostrar exatamente os dados reais adquiridos no estudo, enfim, comprovação e não mais estatisticas. O que é muito salutar. Enfim, se o setor anti tabagista comprovar os altos numeros que dizem, então que se acelere uma cultura em substituição ao tabaco.