Foi o que aconteceu com o casal de turistas pernambucanos, Odete e José Sebastião Cavalcanti esta semana. Eles estavam acompanhados da prima curitibana, Ivone Pereira, de três adolescentes e de uma irmã/cunhada que mora no Rio de Janeiro. O dia estava claro – coisa rara neste verão -, o que o tornava propício para visitar a Torre Panorâmica das Mercês. Eles resolveram pegar o ônibus de turismo, antiga “jardineira” da cidade, para conhecer os “cartões-postais” de Curitiba. A condução leva a um tour pelos principais pontos turísticos, elencando com prioridade, claro, àqueles que se configuraram em merchandising das administrações de Jaime Lerner na Capital. Tanto que até a Rodoferroviária de Curitiba, pasmem, virou uma dessas paisagens institucionais para deleite dos turistas. O distante Zoológico da cidade, que estava incluído na antiga linha turismo da “jardineira” e levava a criançada a trepidar por quase 20 quilômetros nos charmosos banquinhos de praça dos seus assentos, há anos caiu dessa lista, especialmente depois que a explosão demográfica por aqui convidou os turistas a conhecerem mais que o centro e os parques da cidade e enxergarem paisagens menos sedutoras e menos condizentes com a propaganda de que aqui seria um dos três melhores lugares do mundo para se viver.

Pedro, pedreiro: esperando, esperando, esperando... Em torno de 40 pessoas e tempo médio de espera de 45 minutos. Pra acabar!
Sem viajar muito, vamos saber o que aconteceu com o casal pernambucano e seu grupo em Curitiba. Eles pagaram R$ 20,00 (vinte reais) por pessoa, que lhes daria direito ao embarque e a quatro desembarques em pontos de livre escolha. O passeio em si agrada bastante e se for bem orientado, rende belas lembranças, fotos e momentos inesquecíveis das férias da família. Faz a cidade, sem mar e sem outros atrativos mais valorizados por incentivos e promoções culturais, a abocanhar uma fatia valiosa da renda que os bolsos dos turistas trazem para cá. Mas a estrutura e os serviços oferecidos não acompanharam a excelência da propaganda institucional que se faz deles. Odete e o marido, as crianças, as primas perderam toda a paciência peculiar ao povo nordestino esperando o ônibus da Linha Turismo que sempre passava lotado Na mesma situação estavam cerca de 40 pessoas que aguardavam o reembarque no busão na Torre Panorâmica das Mercês. Do motorista, ouviam sempre: “pega o próximo, que está vazio”. E o “próximo” vinha igualmente lotado. Após 45 minutos no ponto, feito poste, metade do grupo desistiu de esperar. Uma parte, tomou um táxi e continuou o passeio. Outra, mais estressada, voltou para a casa dos parentes também de táxi e pagou R$ 16,00 (dezesseis reais) por essa corrida da desistência. Quem continuou, não revela a despesa adicional. E quem bravamente ficou no ponto e embarcou num “próximo” com lugar para sentar-se, teve de desembarcar apenas na Praça Tiradentes e não no local que o deixaria mais perto do deu destino, pois a linha turismo parou de operar por volta das 19h. Sem choro, nem vela.




4 comentários
Isso mostra o despreparo da cidade em receber turistas
o mesmo acontece com quem depende d onibus demora demora…qnd chega lotado
e ainda parece q vai aumentar a passagem
tenho vergonha de quem precisa do serviço público e vota em quem não faz nada por eles
Parem de reclamar de barriga cheia…que saco, povo q só sabe falar mal das coisas…
EMPRESA
URBS
RECLAMAÇÃO
Péssimo serviço na Linha Turismo
Compramos o passeio da linha turismo em Curitiba e em 2 dias consecutivos não conseguimos realizar os passeios, devido ao grande atraso dos ônibus (mais de 1 hora para passar nos pontos, quando os horários divulgados afirmam ser de 30 em 30 minutos) e à superlotação dos mesmos.
A empresa deveria rever a quantidade de bilhetes vendidos e a quantidade de carros disponibilizados, pois os ônibus superlotados vinham com crianças esmagadas, idosos em pé, e os motoristas não permitiam a entrada de mais passageiros – que já estavam há mais de 1 hora esperando no ponto de ônibus – ou fechavam a porta enquanto um passageiro ainda tentava entrar no veículo – fato que fez uma criança perder seu tênis.
Além disso, em um dia de chuva não foi disponibilizado o toldo no 2o andar do ônibus, fazendo com que a capacidade do carro ficasse reduzida a menos da metade – ou os passageiros deviam viajar na chuva.
Ficamos muito decepcionadas com o serviço que é tão amplamente divulgado na cidade e teria um potencial para ser muito interessante, já que a cidade é belíssima.
Entendemos o ocorrido como um grande desrespeito aos consumidores e esperamos que a empresa tome alguma providência a respeito.
Ja utilizamos a Jardineira e amamos, claro que em dias de feriados e domingos sempre terá mais gente , como , em todo o lugares nesses dias , mas se programando bem da para passear durante a semana que é maravilhoso, quero repetir logo o passeio. amoooooooooo
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