Em cartaz: uma nova Dilma Rousseff

Nada como o resultado das urnas para pautar o noticiário brasileiro. Um dia depois de passadas as eleições presidenciais no segundo turno, a primeira mulher presidenta eleita do Brasil já possui uma nova imagem estampada nas capas de jornais, revistas semanais e nas cabeças dos telejornais. Agora, Dilma Rousseff (PT) já foi criança inocente, adolescente idealista, que lutou pelo país a partir do movimento estudantil, foi uma corajosa mulher que sofreu bárbaras torturas nos porões da ditadura militar e uma excelente gestora pública. Os noticiários atuais estão retratando a presidenta eleita melhor que as propagandas criadas por sua equipe de marqueteiros. Até de “estadista” a Globo News a chamou.

Em seu primeiro pronunciamento, ainda na noite de 31 de outubro, Dilma demonstrou não guardar nenhum rancor pelos cruéis ataques sofridos durante a campanha mais preconceituosa, mais suja e desonesta dos últimos tempos. Amante da liberdade, Dilma disse preferir “o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras” e anunciou também que estenderá a mão aos partidos de oposição. Do lado destes, governadores eleitos de oposição já se pronunciaram dizendo que buscarão o diálogo com o governo federal. Mas uma fatia mais raivosa e truculenta da oposição ao governo do Lula e da Dilma, mais revoltada também com a desaprovação sonora das urnas, já anuncia confronto violento a partir das primeiras ações de mandato. Dessa vez, porém, o PT e a base aliada somam a maioria no Congresso Nacional e, dentro deste, mais especialmente no Senado Federal, onde os escândalos e factóides travaram a pauta das reformas e atrasaram a implantação de diversos programas.

Com um quadro mais confortável do que Lula enfrentou, Dilma tem tudo para fazer um governo promissor e que instale de vez os alicerces das mudanças pela via da inclusão social e da distribuição de renda e oportunidades ao povo brasileiro.

Isto foi postado em Geral e com as tags , , . Salvar o permalink. Deixar um comentário ou enviar um trackback:URL pra trackback.
Compartilhe
  • Twitter
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn

Um comentário

  1. Postado 2 de novembro de 2010 às 19:21 | Permalink

    A mídia mudou o tom. Durante a campanha, o fato de Dilma ter combatido a ditadura era muito mais visto como um crime, que tinha como referência a ficha falsa da Folha.
    Agora, as matérias orgulham-se em dizer que ela foi uma guerreira…

Postar um comentário

Seu email nunca vai ser compartilhado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*

Você pode usar estas tags HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

  • RSS Facebook Twitter