Direção da ALEP tenta explicar o inexplicável

E o cordão cada vez aumenta mais...

O jingle de campanha de Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado, entoado na Assembleia Legislativa ontem no lugar do hino do Paraná, durante a sessão de reinício oficial dos trabalhos em 2012, foi só a ponta do iceberg de um circo todo armado bem no estilo da “nova direção”. Soma-se a essa gafe vergonhosa o tapete vermelho na rampa de acesso ao Plenário e os deputados assando as carecas e desgastando os tonalizantes capilares ao sol escaldante para recepcionar o governador. Também os “dragões da independência” locais pururucando sob suas fardas e plumas e todo aparato investido nunca antes na história para “agradar”, se puxar saco for um termo muito pesado, ao governador. Tudo envolto em um aroma de naftalina e laquê.

Diante dos silêncios constrangedores, mais constrangedor ainda foi ver o presidente do Legislativo Valdir Rossoni (PSDB) puxar aplausos ao “chefe” de tempos em tempos, seja dos funcionários escalados a dedo para plateia, seja dos próprios deputados e convidados. Desde a nota da ALEP sobre a gafe “da cantora”, que assumiu sozinha toda a culpa pelo repertório da puxação, a direção do parlamento paranaense tenta explicar o inexplicável. Só omite que o resumo do discurso do governador bem que poderia ser este: “Obrigado, governo federal, porque praticamente tudo o que listei como obra do meu governo mais parado que poste se deve ao dinheiro que vem de Brasília. Sem o quê, eu não teria como sustentar um ano de chororô e de ladainha sobre herança maldita. Obrigado de coração, Dona Dilma e Dona Gleisi, pela carona!”.
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Um comentário

  1. Marcia
    Postado 3 de fevereiro de 2012 às 13:09 | Permalink

    Poucas situações me indignaram tanto quanto essa patuscada que aconteceu ontem na Alep. Mexer com um dos nossos símbolos é desrespeitar todo um povo. Povo anestesiado, sem voz…

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