PSS 2012 bloqueado nas redes sociais
Censura pouca é bobagem. Até o ano passado, os perfis da Secretaria de Estado da Educação (SEED) nas redes sociais, inclusive o do PSS – Processo Seletivo Simplificado, destinados a informar e orientar os professores interessados em atuar na rede de ensino estadual, eram voltados à participação aberta, livre e democrática dos internautas. Mas em governo tucano, quando se gasta uma energia imensa com tentativas de controle, censuras e má gestão da coisa pública, movidas pelo medo de perseguição e pela inabilidade em lidar com as diferentes opiniões, bloqueia-se o acesso às redes sociais. A mania do pensamento único é um defeito ainda mais grave nas instituições educativas.
Em vez da interação da comunidade em geral com professores e gestores em torno de assuntos pertinentes à Educação no estado e até mesmo para obter informações sobre o PSS 2012, o que se vê são os próprios professores respondendo perguntas entre si, como acontece na comunidade do orkut. Esqueceram de avisar aos censores que as redes sociais foram criadas exatamente para ampliar a interação e, no caso de perfis de autoridades e órgãos públicos, para torná-los mais acessíveis aos cidadãos. Se não querem interagir e se não sabem ser democráticos, nem deveriam estar nas redes sociais. Vergonha alheia! Esse governo do Beto não toma jeito mesmo. E olha que a educação é um dos poucos serviços públicos que o tucano não poderá privatizar na sua gana desesperada pelo “estado mínimo e à venda”.
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EM TEMPO: Outras mudanças com relação ao processo até o ano passado e que refletem o retrocesso dessa administração do Beto são criticadas no site da APP-Sindicato revelam um quadro que se já é catastrófico antes do processo seletivo, imagina só depois que chegar a vez da classificação e da distribuição das aulas!?? Antes, era possível ao postulante a uma vaga escolher dois municípios. Agora, a escolha se limita a um só. Os candidatos estão reclamando, especialmente na Grande Curitiba, eles dizem que há excedentes de professores na Capital e que faltam profissionais nas cidades menores. Os acadêmicos também aumentam o cordão dos descontentes: até o edital passado, poderiam se candidatar. Agora, só se comprovada a formação completa.





Um comentário
Será que já criaram a CGE – Censuradoria Geral do Estado?