Ah, eles podem…

Bandeiras cor-de-rosa no meio da multidão estampam o número da vereadora Noêmia Rocha (PMDB): 15007.

Imagina se um vereador do PT carregasse bandeira com seu nome, foto e NÚMERO (pode, TRE?) numa passeata pelas ruas do Centro e Centro Cívico em meio a uma multidão…

Imagina se uma música alta originada em protesto dos movimentos sociais acordasse os vizinhos no final de semana ou no feriado às seis da manhã… Receberiam o mesmo tratamento que a AIFU – Ação Integrada de Fiscalização Urbana – dedica, por exemplo, ao Beto Batata?

Imagina se antes mesmo do show começar, a população dessas localidades vizinhas à Praça Nossa Senhora da Salette não conseguisse pregar os olhos de madrugada com os barulhos provocados pelos trabalhos de montagem do palco do evento (e de desmontagem depois dele também)…

Imaginou o tamanho da encrenca com os organismos dos governos municipal e estadual e o consequente rombo no seu bolso com as multas e o ataque feroz à sua imagem pública?

Marcha para Jesus virou desfile de cabos eleitorais fora de época. Sai, capeta!

Pois é! Na “Marcha para Jesus” das igrejas evangélicas este final de semana em Curitiba estiveram presentes todos esses elementos. Como estariam também nos shows das missas do Padre Reginaldo Manzotti, nos cultos da Cantora Mara Lima (PSDB) ou nas vertentes nacionais dessas celebridades religiosas: Marcelo Rossi e Pastor Malafaia.

A vereadora Penélope de Curitiba, Noêmia Rocha (PMDB), espalhou seus cabos eleitorais hoje pela avenida Cândido de Abreu, carregando bandeiras com seu nome e número em “letras” garrafais. Um número que serve tanto para reforçar sua candidatura à Câmara Municipal, quanto à Assembleia Legislativa. Mas digamos que esse seja um problema menor, visto que brasileiro – e paranaense não é diferente – tem memória curta. Se estivéssemos falando aqui de um petista, ele estaria no mínimo enroscado em denúncias estampadas nos jornais de uso político e partidário da mobilização, para resultar em favorecimento pessoal. Sem contar as manifestações preconceituosas…

Moral da história: ELES PODEM! Inclusive esquecer que Deus, além de não ser surdo, tem o poder da cura. Se possuisse algum problema auditivo, resolveria num estalar de dedos.

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Um comentário

  1. Marciana M Silveira
    Postado 21 de maio de 2011 às 23:30 | Permalink

    Em nome de Jesus pode. Isso é uma vergonha. Mas o que esperar de alguém que joga dos dois lados. É só um enfeite de oposição. Vive pedindo benéces do Ducci e do Beto.

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